• Descrição: Trata-se de um accipitrídeo de médio porte, medindo de 46 a 53 cm, pesando até 565 gramas. Adultos apresentam plumagem negra com duas faixas cinzas na cauda (Sick, 1997).
• Alimentação: Esta espécie imita quase perfeitamente um urubu (Cathartes) em voo, tipo de mimetismo que serve para enganar as presas e capturá-las, pois ao imitar um urubu as suas presas não sentem-se ameaçadas e permitem a aproximação do gavião (Sick, 1997). Fica sobrevoando em grupos e quando localiza a presa mergulha para capturá-la (Sick, 1997; Del Hoyo et al 1994). Alimenta-se principalmente de aves e mamíferos, mas em algumas regiões da América do Norte têm sido visto alimentando-se particularmente de pequenas lagartixas. No México 38% dos itens alimentares de um estudo foram aves, 19% répteis e 43% mamíferos (Del Hoyo, 1994).
• Reprodução: Conforme observado na América do Norte, não há preferência por uma espécie arbórea onde o ninho deve ser construído, podendo este se localizar entre 4 e 23 metros de altura, onde são postos de um a três ovos, com período de incubação se prolongando por 35 dias e os filhotes saindo do ninho entre 42 e 50 dias. (Del Hoyo et al 1994).
• Distribuição Geográfica: Espécie de ampla distribuição, ocorre dos EUA, México e América Central. Na América do Sul se distribui do Equador, Peru, Norte da Colômbia e na faixa oriental do norte do Brasil (desde o Amazonas, ao Ceará, Pernambuco, Alagoas, da Bahia até o Paraná), e na parte oeste do continente do Paraguai até o norte e oriente da Bolívia (Blake, 1977).
• Status nas listas vermelhas estaduais:
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Paraná: Dados desconhecidos (Mikich & Bérnils, 2004). |
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Espírito Santo: Dados desconhecidos (Simon et al, 2007). |
• Hábitos/Informações Gerais: Habita preferencialmente áreas abertas, podendo sobrevoar as bordas das matas e florestas. Sua cor e forma de voar o assemelha ao urubu-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura) por isso fica difícil a identificação dele quando em vôo, (del Hoyo et al, 1994; Sick, 1997). Apesar de ser um gavião de ambientes abertos, a ocorrência de Buteo albonotatus é incomum, uma das ameaças a esta espécie é a destruição dos campos naturais e cerrado, principal habitat dele.

Fazenda Jacarezinho - Valparaíso/SP, Setembro de 2009. Foto: Oscar Farina Junior |

Fazenda Jacarezinho - Valparaíso/SP, Setembro de 2009. Foto: Oscar Farina Junior |

Serra da Tiririca - Niterói/RJ , Fevereiro de 2010.
Foto: Wilfred Rogers |

Fazenda Santa Clara - Mata de São João/BA. Março de 2010. Foto: Edésio Felix |
:: Página editada por: Willian Menq em 2011. ::

Contato
• Referências:
Del HOYO, .J., ELLIOT, A. E SARGATAL, J. Handbook of the birds of the world (2 v). Bird Life International Lynx Editions, 1994. 638p.
Mikich, S.B. & R.S. Bérnils. 2004. Livro Vermelho da Fauna Ameaçada no Estado do Paraná. Disponível em: > http://www.pr.gov.br/iap
Sick, H.1997. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro. Nova Fronteira.
SIMON, J. E. et al. As aves ameaçadas de extinção no Estado do Espírito Santo. In: MENDES, S.L.; PASSAMANI, M. (Org.). Livro vermelho das espécies da fauna ameaçada de extinção no Estado do Espírito Santo. Vitória, ES: Ipema, 2007b. p. 47-64.
• Site associado: Global Raptor Information Network (em inglês)