• Descrição: O gavião-de-dorso-vermelho (Quoy & Gaimard, 1824) mede 44 a 61 cm de comprimento, pesando em média 950 g. As fêmeas são maiores que os machos. Tem uma plumagem bastante variavel, são descrita até cinco fases de coloração, no geral a plumagem é um pouco parecida com a do G. albicaudatus, porém, esta espécie apresenta um castanho-intenso em todo o alto dorso e não apenas circunscrito aos “ombros”, como em G. albicaudatus; também as “bochechas” são brancas e não negras (del Hoyo et al 1994).
• Alimentação: Se alimenta de pequenos mamíferos e outros pequenos vertebrados. É um predador oportunista. Consome 90% de roedores, e também lebres (introduzidas) principalmente jovens, e ocasionalmente caça aves. Em outro estudo realizado, sua dieta era composta de 97% de mamíferos, e o restante de lagartos e rãs (del Hoyo et al. 1994).
• Reprodução: Constroi o ninho com varas e ramos, revestindo com musgo, líquens, etc. Já foi registrado nidificando sobre cactos, Arbustos e Postes de energia. Botam de 1 a 3 ovos, com incubação por ambos os sexos. Os filhotes ficam totalmente emplumados com 40 a 50 dias (del Hoyo et al. 1994).
• Distribuição Geográfica e Subspécies: O gavião-de-dorso-vermelho (G. polyosoma) é admitido como visitante austral nordeste da Argentina, Uruguai e Colômbia (Olrog 1963, Brown e Amadon 1968) Geranoaetus polyosoma polyosoma: Ocorre desde a cordilheira central da Colômbia e também sul dos Andes até Patagônia e Terra do fogo (Incluindo as ilhas Malvinas). Geranoaetus polyosoma exsul: Ocorre na Ilha Alejandro Selkirk e nas Ilhas Juan Fernando na costa do Chile (Márquez et al., 2005).
• Registros no Brasil: Tal espécie conta com alguns registros eventuais no Brasil. Esta espécie foi avistada na Ilha de Cabo Frio/RJ em outubro de 1985 (Pacheco, 2004). Uma observação recente da espécie no Uruguai provém de Chuy, Departamento de Rocha (Arballo e Cravino 1999), portanto nas imediações da fronteira brasileira. Reichholf (1974) já mencionara, sem circunstanciar e sem fornecer localidades ou datas específicas, o encontro de seis indivíduos de G. polyosoma na região pantaneira do rio Paraguai, “sul de Mato Grosso” e de um indivíduo na região costeira (0–200m) de Santa Catarina, durante contagens de aves de rapina pelo centro-sul do Brasil, Paraguai e Bolívia entre fevereiro e novembro de 1970 (Pacheco, 2004).
• Status nas listas vermelhas estaduais:
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Rio de Janeiro: Dados desconhecidos (Alves, et al. 2000). |
• Hábitos/Informações Gerais: Habita zonas semiáridas onde predomina arbustos, e borda de Matas. Bastante ativo, esta espécie pode compartilhar seu habitat com a águia-chilena. Plana bastante, usando as correntes ascendentes de ar para ganhar altura (Márquez et al., 2005).

Distribuição do Geranoaetus polyosoma.
Imagem: Willian Menq
:: Página editada por: Willian Menq em 2011. ::

Contato
• Referências:
Alves, M. A. dos S., J. F. Pacheco, L. A. P. Gonzaga, R. B. Cavalcanti, M. A. Raposo, C. Yamashita, N. C. Maciel & M. Castanheira (2000) Aves, 113-124 In: H. de G. Bergallo, C. F. D. da Rocha, M. A. dos S. Alves e M. Van Sluys (orgs.) A fauna ameaçada de extinção do estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Arballo, E. e J. Cravino (1999) Aves del Uruguay. Manual
ornitológico – Tomo I. Montevideo: Editorial Hemisferio Sur.
Brown, L. e D. Amadon (1968) Eagles, hawks and falcons of the
world. London: Country Life Books.
Del HOYO, J.; ELLIOTT, A.; SARGATAL, J. Hand-book of the birds of the world. v. 2. Barcelona:
Lynx Edicions, 1994.
Olrog, C. C. (1963) Lista y distribucion de las aves argentinas.
Tucuman: Instituto Miguel Lillo (Opera Lilloana IX).
Reichholf, J. (1974) Artenreichtum, Häufigkeit und Diversität der Greifvögel in einigen Gebieten von Südamerika. J. Orn. 115(4):381-397.
PACHECO, J. F. Ocorrência acidental de Buteo polyosoma (Quoy & Gaimard, 1824) na Ilha
de Cabo Frio, Rio de Janeiro, Brasil. Ararajuba, v. 12, n. 2, p. 168-169, 2004.
• Site associado: Global Raptor Information Network (em inglês)