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Classificação e grupos
Ordem Strigiformes

Classificação das aves de rapina do Brasil

Texto de: Willian Menq
Publicado em Setembro de 2012

Apesar das várias características compartilhadas, as aves de rapina não formam um táxon monofilético, pois agrupa aves pertencentes a linhagens distintas. Considerando a definiçaõ das aves de rapina, pertencem ao grupo as seguintes Ordens: Accipitriformes (Famílias Accipitridae, Pandionidae, Saggittaridae), Falconiformes (Família Falconidae), Strigiformes (Famílias Tytonidae e Strigidae) e Cathartiformes (Família Cathartidae).

• Urubus são aves de rapina?
Os urubus são muitas vezes inseridos entre as aves de rapina. Porém, eles não são possuem a maioria das características dos rapinantes. E, apesar das semelhanças com os abutres do Velho Mundo (familia Accipitridae), não são aparentados a eles, se assemelham devido a uma evolução convergente. Apesar disso, dada as semelhanças morfológica e ecológica com os abutres, a sua importância como necrófagos, e a alguma evidências de DNA que os aproximam da ordem Accipitriformes, muitos autores os consideram como aves de rapina (e.g. Ferguson-Lees & Christie 2001; Frost 2011).

• Qual a diferença entre águias, gaviões e falcões?
Águia, falcão e gavião, são designações populares e têm pouca fundamentação científica. De maneira geral, os falcões são aves de rapina pequenas, bico curto, com silhueta adaptada a vôos rápidos, movimentos ágeis e captura de presas principalmente no ar. Águias são aves de rapina grandes, de boa envergadura, imponentes, planadoras e especilistas na captura de vertebrados terrestres ou aquáticos (como é o caso das águias pescadoras). E os gaviões são semelhantes as águias mas não tem a mesma imponência, são menores. Mais sobre o assunto AQUI.

 


• Referências:

Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (2014) Listas das aves do Brasil. 11ª Edição, 1/1/2014, Disponível em <http://www.cbro.org.br>. Acesso em: Julho de 2014.

Del Hoyo, J.; Elliot, A. & Sargatal J. (1994) Hand-book of the birds of the world. v. 2. Barcelona: 
Lynx Edicions.

Ferguson-Lees, J. & D. A. Christie (2001) Raptors of the World. New York: Houghton Miffing Company.

Frost, P. D. (2011) Birds: Capturing the Wild Spirit of These Birds of Prey. Parragon Books.

Hackett, S.J.; Kimball, R.T.; Reddy, S.; Bowie, R.C.K.; Braun, E.L.; Braun, M.J.; Chojnowski, J.L.; Cox, W.A.; Han, K-L.; Harshman, J.; Huddleston, C.J.; Marks, B.D.; Miglia, K.J.; Moore, W.S.; Sheldon, F.H.; Steadman, D.W.; Witt, C.C.; Yuri, T.. (2008). "A phylogenomic study of birds reveals their evolutionary history". Science 320: 1763-1768.

Márquez, C., Gast, F., Vanegas, V. & M. Bechard (2005) Aves Rapaces Diurnas de Colombia. Bogotá: Instituto de Investigación de Recursos Biológicos Alexander von Humboldt. 394 p.

Remsen, J. V., Jr., C. D. Cadena, A. Jaramillo, M. Nores, J. F. Pacheco, J. Pérez-Emán, M. B. Robbins, F. G. Stiles, D. F. Stotz, and K. J. Zimmer (2011) Version [fevereiro/11]. A classification of the bird species of South America. American Ornithologists' Union. http://www.museum.lsu.edu/~Remsen/SACCBaseline.html

Sick, H. (1997) Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira.