>AVES DE RAPINA >ESPÉCIES> ÁGUIA CHILENA |
|
Reprodução: |
|
Salvador-Junior et al (2008) realizaram observações em um ninho desta espécie no município de Belo Horizonte/MG, foram dedicadas 383 h de observações no ninho da águia-chilena e durante este período foram descritos aspectos relacionados ao comportamento reprodutivo da espécie. O ninho foi construído em uma parede rochosa a cerca de 50 m do solo, era composto apenas por ramos secos, embora a águia-chilena também deposita ramos verdes. o Ninho media 160 cm de diâmetro e 24 cm de altura. Foram registradas sessenta e seis cópula ocorridas entre junho e julho, sendo realizadas sempre fora do ninho. Apesar de ambos os sexos participarem de todas as atividades relacionadas ao ciclo reprodutivo, estes exerceram papéis diferenciados durante o decorrer do mesmo, estando a fêmea associada a maior dedicação na incubação e no cuidado parental e o macho a captura da maioria das presas. O sucesso reprodutivo no trabalho relatado foi de apenas um filhote. Com 35 dias de vida o filhota já apresentava plumagem marrom escura no peito, abdome e superfície dorsal das asas, ja sendo capaz de suportar o próprio peso, nesta idade o bico e as garras eram mais desenvolvidos em relação ao resto do corpo. Aos 43 dias de idade, o filhote ja estava quase que totalmente emplumado, nesta fase estava mais agressivo à presença humana. Com 50 dias, os adultos parou de alimentar o filhote, obrigando ele a manipular os itens levado ao ninho. O filhote abandonou o ninho em definitivo com cinqüenta e seis dias de vida. Treze dias depois de sair do ninho, se movia nos arredores com vôos curtos e com certa dificuldade nos pousos. Oitenta dias após o nascimento o filhote ainda se encontrava nas proximidades do ninho (Salvador-Junior et al. 2008). Comportamento agonístico por parte dos membros do casal foi registrado frente aos pesquisadores e a três espécies de aves de rapina: contra urubus (Coragyps atratus), caracarás (Caracara plancus) e contra um juvenil de águia-chilena nascido na estação reprodutiva de 2004. Estas aves defendiam o território do ninho contra voôs rasantes contra os intrusos, observou-se que a fêmea era mais agressiva que o macho. A dieta da espécie foi composta principalmente por pombos domésticos, refletindo desta maneira, um acentuado oportunismo trófico na área de estudo (Salvador-Junior et al. 2008). |
|