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Harpia (Gavião-real)
Harpia harpyja
REGISTROS RECENTES NO BRASIL:

Registros recentes: Na Região Amazônica a espécie conta ocm diversos registros recentes, região na qual a espécie é considerada abundante. Em áreas de Mata Atlântica, os registros tornaram-se escassos nas últimas décadas do século passado, sendo considerada extinta em alguns estados, como o Rio Grande do Sul.
Minas Gerais: Em Minas Gerais, estava classificada há pouco tempo como provavelmente extinta, e somente em 1996 um exemplar foi fotografado em Cataguases, na Zona da Mata, e um outro registro recente não documentado de uma grande ave de rapina, que foi atribuído à harpia, para a região metropolitana de Belo Horizonte (Machado et al. 1998). Em 2006 um exemplar adulto de Harpia foi registrado em vegetaçao de Cerrado, no municipio de Tapira, em Minas Gerais. A presença deste exemplar de harpia causou surpresa dos pesquisadores, pois são extremamente raros registros efetuados no Cerrado do Brasil. Mesmo com a ocorrência comprovada nesta área de possíveis presas para a harpia, como sauá (Callicebus nigrifrons), quati (Nasua nasua), seriema (Cariama cristata) e jacupemba (Penelope superciliaris), acredita-se que se tratava de um indivíduo em migração, conforme se suspeita ocorrer em outras regiões do Brasil (Oliveira & Silva e silva, 2006; Galetti et al. 1997, Sick 1997, Albuquerque 2002; ICMBio, 2008). Ocorria ainda regularmente ao norte do rio Doce e em Itatiaia, no Rio de Janeiro (Sick, 1997).

Bahia: No estado da Bahia foi recentemente registrada no complexo de montanhas da Serra das Lontras-Javi (Silveira et al., 2005) e na Estação Experimental Pau-Brasil, em Porto Seguro, em 1991 (ICMBio, 2008). Também registrada em Dezembro de 2010 um indivíduo jovem na Fazenda Paris, em Camacan.

Rio de Janeiro e São Paulo: No Rio de Janeiro é encontrado no Parque Nacional do Itatiaia (Pacheco, et al 2003) e, ainda no Itatiaia, em 2000 e 2002, na Serra dos Órgãos e na Serra do Mar, em 2002 (ICMBio, 2008) Em São Paulo há registros nas florestas da região litorânea, em Cananéia e Ariri, de 1989 a 1993 (Galleti et al., 1997).

Região Sul: Em Santa Catarina existem registros em Lontras e Rancho Queimado, da década de 1960. Registrada em outubro 1989 em Calda de Imperatriz um casal em vôo, e em 1980 em pilões (Albuquerque, 1995) e, recentemente, na Serra do Tabuleiro (Rosário, 1996). No Paraná, o unico registro recente é datado de 2003 onde um gavião-real foi visto planando sobre a baia de guaratuba, feito por Pedro Scherer Neto. No sul do Brasil existe ainda possibilidades de ocorrência no Parque Estadual do Turvo, no RS, e no Parque Nacional do Iguaçu, Paraná, devido às grandes áreas florestais e à proximidade com a floresta semidecidual de Misiones, na Argentina, onde a espécies ocorre (Chebez, 1990).

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