Alimentação, Tipos de Presa:
As Aves de Rapina são de extrema importância para
a natureza, pois são predadores de topo, mantendo um equilíbrio
ecológico indispensável na população
de presas. Além disso as espécies Necrófagas
(como os urubus) possuem um papel sanitário excelente,
evitando a propagação de doençasAs Aves
de Rapina predadoras, possuem potente vôo, capazes
de arranques rápidos, são dotadas de garras
afiadas na qual usam para a captura de presas e para rasgar
e dilacerar
a carne de suas vitimas.

A alimentação deste grupo é variado, predando os mais diferentes
tipos de presa
No Brasil, a maioria das espécies dão preferência
por artrópodes, como gafanhotos, besouros e aranhas, e
também por roedores, anfíbios, répteis e
aves. Spizaetus e alguns falcões apanham morcegos, alguns
Buteo caçam cobras, mesmo as venenosas. Algumas espécies
são malacófagas, como é o caso dos Rostrhamus
e Helicolestes que se alimenta unicamente de caramujos, Buteogallus
aequinoctialis que se alimenta de carangueijos, e o Chondrohierax
em relação a caracóis. As Águias
Pesqueiras (Pandion haliaetus) se especializaram na captura de
peixes. O Gavião Pernilongo (Geranospizia) Possuem pernas
longas e uma articulação intertarsal mais móvel,
capaz até de se dobrar para trás, sendo especializado
na exploração de cavidades.
Varias espécies de Gaviões se aproveitam das queimadas
para capturar animais espantados ou mortos pela queimada.
Algumas espécies (Spizaetus ornatus; Harpagus; Ictinia;
Accipiter; Leucopternis; etc) procuram formigas de correição
(Willis et al. 1983) para caçar animais afugentados
por elas. As espécies necrófagas como os urubus
procuram sempre carcaças para se alimentar, tendo
um papel sanitário
de extrema importância na natureza evitando até na
propagação de doenças.
Em geral os Gaviões
caçam apenas algumas horas
por dia, se dedicando o resto de seu tempo para vôos
de reconhecimento de território, e ficam pousados
em lugares estratégicos vigiando os arredores. Os Polyborus,
Milvago e Datrius são aves de rapina onivoras
e oportunistas, geralmente caçam percorrendo o solo
como é o
caso dos caracarás, atrás de artródopes,
filhotes de aves e de cadáveres. comem também
alguns tipos de frutas.
As Corujas se alimentam também
de insetos (gafanhotos, baratas, besouros) mesmo as corujas
grandes como a Pulsatrix.
Espécies Grandes e possantes (Bubo, Asio, Pulsatrix) caçam
morcegos, roedores, lagartos e rãs. Além da visão
aguçada, as corujas utilizam-se também da audição
para a caça, possuindo discos faciais e penas almofadadas
para não causar turbulência durante o voo. Uma Tyto
alba por exemplo é capaz de capturtar um roedor na completa
escuridão através do som que o roedor emite ao
andar no solo.
As Aves de rapina geralmente não bebem água, absorvem
ela através das presas.
Os
Principais Métodos de Caça:
Vôo Planado: As Aves de Rapina que caçam em vôo
planado, possuem asas largas e estreitas para planarem com eficiência
(Buteo, Rupornis, Geranoaetus, etc). Voam a grande altura se
aproveitando das correntes de ar quente para pegarem altitude.
Quando localizam a presa, voam em direção a ela
perdendo altitude e mergulham sobre o animal capturando-o com
suas garras afiadas.

Vôo Batido: O vôo batido é muito rápido
em distâncias curtas, para este tipo de caça requerem
vôos curtos poderosos e rápidos. Geralmente ficam
a espreita de um galho ou qualquer outro poleiro de onde se laçam
sobre a presa para capturá-la (no solo, na água,
ou em vôo). Aves de Rapina como Spizaetus, Harpia, Accipiter,
Micrastur possuem asas curtas e redondas e cauda longa, conjunto
proprio para facilitar as manobras dentro da mata fechada. geralmente
surpreendem a presa.

Vôo Peneirado: Algumas espécies como o Gavião
peneira (Elanus leucurus) caçam em campos abertos, terrenos
baldios, etc, utilizam essa técnica de “pairar” no
ar quando o amiente falta pousos elevados. O Circus, Pandin,
Falco sparverius e outros falconídeos também peneiram.

Vôo Picado: Aves de Rapina como os Falcões possuem
asas estreitas e fechadas, cauda média, conjunto especializado
na velocidade. Perseguem e capturam aves em pleno vôo,
procurando sua vitima voando ativamente, lançando então
para uma perseguição ou se atirando em grandes
picados pelo céu descendo a grande velocidade com as asas
semifechadas e pequenos intervalos de batida de asas para aumentar
a velocidade, capturando violentamente a vitima em vôo,
(O falcão peregrino por exemplo, pode ultrapassar 300
km/h em vôo picado) Utilizam-se somente das garras para
a captura da vitima na qual é rapidamente morta com o
aulizio de um golpe que lhe secciona na espinha dorsal, ou as
vezes a vitima é morta só com o impacto do golpe.

Bibliografia: - Sick, H. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro:
Ed. Nova Fronteira, 862p. 1997.
- Cetreria Lance "Arte & Pratica". Msn Groups
Acesso em 10/11/07
-
Mikich, S.B. & R.S. Bérnils. Livro Vermelho da
Fauna Ameaçada no Estado do Paraná, 2004. Disponível
em: Acessado em: Novembro 2007.