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Projeto Aves de Rapina da Rebio das Perobas

O Projeto foi idealizado para reunir informações sobre as aves de rapina diurnas e noturnas da Reserva Biológica das Perobas, uma Unidade de Conservação Federal localizada em Tuneiras do Oeste e Cianorte. A Rebio das Perobas com seus 8.716 ha constitui um dos últimos remanescentes da Floresta Estacional Semidecidual do noroeste do Paraná. O projeto já conta com 3 pesquisas, dentre elas duas concluídas.

PESQUISAS
• Comunidade das aves de rapina diurnas da Rebio: Em 2009, sob orientação da Profª Drª Rosilene L. Delariva e supervisão do Drº Jorge Albuquerque e com apoio do ICMBio (órgão que administra a UC) iniciamos esta pesquisa. O trabalho teve como objetivo conhecer a composição das espécies de aves de rapina diurnas e sua freqüência de ocorrência. A pesquisa englobou as Ordens Accipitriformes (águias e gaviões), Falconiformes (falcões) e Cathartiformes (urubus). Ao todo foram registradas 18 espécies de aves de rapina na floresta, valor que corresponde a 33% da riqueza conhecida para o Estado do Paraná. Dentre os registros, destaca-se a ocorrência do gavião-pato (Spizaetus melanoleucus) águia-florestal rara e ameaça de extinção na Mata Atlântica. Outras espécies incomuns também foram catalogadas, como o urubu-rei (Sarcoramphus papa), gavião-de-cabeça-cinza (Leptodon cayanensis), etc. Resultados parciais foram apresentados em alguns encontros, congressos e palestras. Após a apresentação de alguns resultados, a RPC TV, emissora filiada da rede globo, produziu uma matéria sobre esta pesquisa, outras mídias também divulgação o trabalho (veja mais).

Em novembro de 2010, durante a mostra interna de produção científica do Cesumar, este trabalho recebeu o prêmio de melhor pesquisa na área de ‘ciências da vida’, premiação concedida pela Diretoria de Pesquisa do Cesumar. O trabalho fez parte do meu TCC em 2010 e os resultados auxiliaram na elaboração do plano de manejo da Rebio em 2011.


Realizando amostragem em campo na borda da floresta.

Registro do gavião-pato na Rebio, ave ameaçada de extinção no PR.

Entrevista para a RPC TV Filiada da Rede Globo (Ver o video)


Dando palestra sobre as aves de rapina para alunos do ensino médio.

Premiação da pesquisa com aves de rapina diurnas da Rebio.

Borda leste da Reserva Biológica das Perobas.

• Comunidade de corujas da Rebio: O estudo com a comunidade de corujas (Ordem Strigiformes) na Reserva Biológica das Perobas foi realizado entre setembro e novembro de 2010 e teve como objetivo determinar a composição desse grupo na UC. Foram registradas oito espécies de corujas, valor que corresponde a 47% da riqueza conhecida para o Estado do Paraná. Dentre os registros, duas espécies merecem ser destacadas, a mocho-dos-banhados (Asio flammeus) e coruja-do-mato (Strix virgata), ambas estão listadas no atual Livro Vermelho da Fauna Ameaçada do Paraná. Os resultados também forneceram subsídios para o plano de manejo da Rebio. Em junho de 2011, a pesquisa foi premiada no XVIII Congresso Brasileiro de Ornitologia, sediado no campus da UFMT, em Cuiabá/MT. Conquistei o prêmio Helmut Sick em 2º lugar na categoria de comunicação oral. Esses resultados e conquistas reafirmam a importância da Rebio das Perobas para a conservação de espécies raras e ameaçadas de extinção.


Apresentação da pesquisa com corujas que for premiada no XVIII Congresso Brasileiro de Ornitologia.

Corujinha-caburé (G. brasilianum) no interior da floresta. Esta é uma das muitas espécies da UC

Participação da Oficina com pesquisadores para elaboração do Plano de Manejo da Rebio.

• Ocupação e uso do habitat das aves de rapina: Agora durante meu mestrado em zoologia, sob orientação do Profº Drº Luiz dos Anjos, iremos realizar um estudo mais aprofundado com o grupo das aves de rapina diurnas. O objetivo será reconhecer a ocupação dos grupos ecológicos de aves de rapina (Accipitriformes e Falconiformes) da Rebio baseado no uso do habitat e verificar a influência da matriz sobre a comunidade da borda.

:: Página editada por: Willian Menq em 2011. ::

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Projeto Aves de rapina do Noroeste do Paraná

O Projeto tem como objetivo reunir informações sobre as aves de rapina diurnas e noturnas do noroeste do Paraná, com especial atenção as espécies raras e/ou ameaçadas de extinção. O projeto conta com alguns trabalhos já realizados.

• Aves de rapina de ambientes fragmentados: O estudo abordou a comunidade de Accipitriformes, Falconiformes e Strigiformes das paisagens alteradas, como as áreas rurais e urbanas. Os trabalhos se concentraram nos municípios de Peabirú, Araruna, Terra Boa, Engenheiro Beltrão, São Pedro do Ivaí e Maringá. O estudo foi realizado entre janeiro de 2005 e março de 2008. Ao todo foram levantadas 24 espécies sendo 20 de Accipitriformes e Falconiformes, e 4 de Strigiformes. As perdas de habitats, a caça e perseguição estão entre as principais ameaças das aves de rapina na região.


Ponto fixo para observação de aves de rapina.

Gavião-peneira (E. leucurus) pousado em árvore à beira de uma estrada

Paisagem típica do noroeste do PR, áreas agrícolas e pastagens.

:: Página editada por: Willian Menq em 2011. ::

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