• Descrição: O murucututu-de-barriga-amarela (Pulsatrix koeniswaldiana) é endêmica no sul e sudoeste do Brasil e áreas adjacentes do Paraguai e Argentina. Possui 44 cm de comprimento. Apresenta um disco facial castanho, sobrancelhas brancas ao redor do bico. Dorso castanho escuro e cauda com faixas transversais brancas. Tem um colar largo da mesma cor e o ventre é de cor clara (dando origem ao seu nome comum) (Birdlife, 2009). Conhecida também como corujão mateiro.
• Alimentação: Caça somente durante a noite, procurando por insetos grandes, aves dormindo e especialmente roedores e outros mamíferos de porte pequeno ou médio (Birdlife, 2009). Legal et al (2009) registrou em outubro de 2008 a predação de uma rã-martelo (Hypsiboas
faber) por esta espécie, e em março de 2007 observou um indivíduo em voo segurando um roedor nas patas.
• Reprodução: Ocupa ocos de árvores para nidificarem. O macho tem o papel de trazer alimento tanto para a fêmea quanto para os filhotes. Como geralmente acontece com as corujas, não há dimorfismo sexual. A época de reprodução acontece com a chegada da primavera e verão, quando as temperaturas são mais amenas e o alimento mais abundante.

Indivíduo Filhote. São Luís do Paraitinga/SP, Dezembro de 2010. Foto: Julio C. Silveira |

Indivíduo Jovem. São Luís do Paraitinga/SP, Abril de 2011. Foto: Julio C. Silveira |
• Distribuição Geográfica Ocorre na região sul e sudeste do Brasil (desde o sul da Bahia até o Paraná, Santa Catarina) e áreas adjacentes do Paraguai e Argentina (Birdlife, 2009. Sick, 1997).
• Hábitos/Informações Gerais: Espécie florestal, habita o interior de matas úmidas primárias ou ainda as matas secundárias e bordas, podendo inclusive se aventurar em clareiras e outras áreas com árvores esparsas. (Sick, 1997). Em alguns locais é sintrópica com o murucututu (Pulsatrix perspicillata), do qual difere principalmente pela cor dos olhos, escuros. Esta coruja já foi registrada em pleno centro urbano da cidade de Ipanema, Minas Gerais, a ave estava pousada no topo de um poste de iluminação com cerca de 6 m de altura, e não parecia se incomodar com a presença de pessoas que passeavam ou que permaneciam no local (Ribeiro & Vasconcelos, 2003). Legal et al (2009) também registrou esta espécie em área urbana do município de Blumenau/SC. Registrada também por Sick (1997) na área urbana da cidade do Rio de janeiro, embora seu típico hábitat seja representado por florestas úmidas (Sick 1997), é provável que o registro desta espécie em alguns centros urbanos seja por causa de presas que são atraídas pela iluminação artificial (obs. pess. do editor).

Alimentando-se de um Periquito-de-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri). Out 2009, Lindóia/SP.
Foto: Thomaz Raso |

Alimentando-se de um Periquito-de-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri). Out 2009, Lindóia/SP.
Foto: Thomaz Raso |

Murucututu-de-barriga-amarela. Abril de 2010, São Luís do Paraitinga/SP. Foto: Luciano Monferrari |

Reserva Poço D'antas. Maio de 2010, Juiz de Fora/MG.
Foto: Luciano Cunha |
:: Página editada por: Willian Menq em 2011. ::

Contato
• Referências:
BirdLife International (2009) Species factsheet:Pulsatrix koeniswaldiana. Downloaded from http://www.birdlife.org on 28/3/2010.
Legal, E.; Cadorin, T. J.; Kohler, G. U. (2009) Strigiformes e Caprimulgiformes em Santa Catarina, sul do Brasil: Registros relevantes e novas localidades. Biotemas, 22 (4): 125-132, dezembro de 2009
ISSN 0103 – 1643
Ribeiro, R. C. C.; Vasconcelos, M. F. (2003) Ocorrência de Pulsatrix koeniswaldiana e de Nyctibius grandis em área urbana no leste de Minas Gerais, Brasil. Ararajuba 11 (2): 233-234.
Sick, H. 1997. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro. Ed. Nova Fronteira.