• Descrição: As fêmeas medem 30 cm de comprimento com um peso de 145 a 215 gramas. Os machos medem os 27 cm e pesa cerca de 85 a 125 gramas (Sick, 1997; Ferguson-Lees e Christie, 2001). Como é comum nas aves de rapina, as fêmeas desta espécie são maiores do que os machos (os machos tem o porte um pouco maior que um sabiá, possui a cauda e dedos muito longos. Possui Flancos e calções ferrugíneos uniformes. Os espécimes jovens têm uma cor marrom-acinzentada e pupilas amarelas; o peito dos adultos é marcado por listras horizontais irregulares cor de ferrugem, as asas e o dorso tornam-se cinza chumbo e as pupilas adquirem um tom vermelho que assusta qualquer presa. Tanto os jovens, quanto os adultos, possuem as listras horizontais claras na cauda bastante longa (Sick, 1997; Ferguson-Lees e Christie, 2001).

Ninho de Accipiter striatus na copa de uma Araucária a 16 metros de altura. Piraí do Sul/PR, Out 2009.
Foto: Tony Bichinski Teixeira |

Accipiter striatus com plumagem juvenil, em vôo.
Curitiba/PR. Janeiro de 2011
Foto: Frederico Swarofsky |
• Alimentação: Apesar de pequeno não hesita em atacar uma presa maior, aves pequenas são sua dieta habitual, caça a partir de um poleiro, mas ele é bastante ágil, pode perseguir sua presa voando entre as árvores (Sick, 1997; Ferguson-Lees e Christie, 2001). A tradução do nome popular em inglês destas aves é "falcão de canela fina" (short-shinned hawk), como a maioria dos Accipiters, o gaviãozinho tem os dedos longos e terminam em garras muito longas e incrívelmente afiadas, usadas para a captura em voo. São capazes de perfurar com facilidade as presas, lesando seus órgãos internos. O bico é forte e curvo, também típico das aves de rapina, para que possam arrancar pedaços das presas capturadas para se alimentar (Sick, 1997; Ferguson-Lees e Christie, 2001).
• Reprodução: Botam de dois a cinco ovos, o período de incubação é de 30 a 35 dias. Um das maneiras de caça é ficar em um poleiro escondido entre a vegetação, de onde localiza a presa (Ferguson-Lees e Christie, 2001).
• Distribuição Geográfica: Ocorre da América do Norte até Argentina, região amazônica e no Brasil central e meridio-oriental, até o Rio Grande do Sul (Sick, 1997; Ferguson-Lees e Christie, 2001).
• Hábitos/Informações Gerais: Vivem em florestas e Matas. Apesar de viver oculto nas Matas e Bosques, ele voa abertamente de uma mata a outra. Pode ser visualizado também habitando bosques em áreas urbanas (Sick, 1997; Ferguson-Lees e Christie, 2001). Com base em várias observações da espécie no município de Peabiru, noroeste do Paraná, este gavião parece ser mais ativo no inicio da manhã e final da tarde (obs. pess. Willian Menq).

Gaviãozinho em vôo. Guararema/SP. Março de 2007.
Foto: Margot Katz de Castro |

Indivíduo adulto pousado. São Paulo/SP Agosto de 2009. Foto: Flavio Guglielmino |

Gaviãozinho predando uma Andorinha. Jaguariúna/SP.
Foto: Alexandre Faitarone |

Indivíduo adulto. Curitiba/PR, julho de 2010.
Foto: Frederico Swarofsky |
:: Página editada por: Willian Menq em 2011. ::

Contato
• Referências:
Ferguson-Lees, J., and D.A. Christie. 2001. Raptors of the world. Houghton
Mifflin, Boston, MA.
Sick, H. 1997.Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro. Ed. Nova Fronteira.
• Site associado: Global Raptor Information Network (em inglês)