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Corujinha-do-mato
(Megascops choliba)

Megascops choliba (Vieillot, 1817)
Ordem: Strigiformes
Família:
Strigidae
Outros nomes: coruja-do-mato

Nome em inglês: Tropical Screech-Owl
Tamanho: 20-24 cm de comprimento
Habitat:
Florestas, bordas, area urbana
Alimentação:
Insetos e pequenos vertebrados.

Distribuição no Brasil:



Status: (LC) Baixo risco


Corujinha-do-mato. Local: Araras - Petrópolis/RJ
Foto:
Anderson Pereira


Vocalização típica (B) - (gravado por: Don Jones)

• Descrição: A corujinha-do-mato é uma espécie pequena, atinge de 20-24cm de comprimento e peso em torno de 96-160g . Nesta espécie destacam-se as duas “orelhas” nos lados da cabeça. Os olhos são amarelados destacados na face cinza clara, contornada por negro externamente. Peito cinza com rajados escuros e verticais sobre finas listras transversais. Dorso cinza amarronzado com bolas e rajas escuras. O juvenil sem as “orelhas” e os riscos escuros na plumagem Como em outras corujas, aparece uma variação natural de exemplares adultos com plumagem marrom avermelhada no lugar do cinza (Sick, 1997; Antas, 2005).

• Alimentação: Esta espécie caça principalmente grandes insetos como gafanhotos e mariposas. Em ambientes habitados fica próxima à postes de iluminação, pois a luz atraí grande quantidade de insetos. Menos frequentes em sua dieta, mas também importantes são pequenos vertebrados como camundongos e rãs (Sick, 1997).

• Reprodução: Constrói seus ninhos em buracos, ninhos de pica-pau abandonado, cavidades e ocos de árvores. No norte do Brasil ela se reproduz nos períodos de janeiro a julho, e já no hemisfério sul seu periodo de reprodução é nos meses de setembro a outubro (Sick, 1997). A fêmea põe de 3 a 7 ovos com média de 34.3 x de 29.3 mm e os incuba durante 26 dias. A incubação é feita pela fêmea e o macho alimenta a fêmea e posteriormente toda a família. No periodo reprodutivo, ambos os sexos vocalizam ativamente, o chamado periodo de corte.


Indivíduo com plumagem "fase ruiva" no ninho, Águas de Lindóia/SP, Outubro de 2009.
Foto: Thomaz Raso

Megascops choliba chocando em cavidade natural.
Piraí do Sul/PR, Setembro 2010.
Foto:
Tony Bichinski Teixeira

• Distribuição Geográfica: É encontrada desde o leste dos Andes, Costa-Rica, Argentina, leste do Equador, Colômbia, Peru e Bolívia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana francesa, Paraguai, Uruguai e em todo o Brasil (Sick, 1997).

• Hábitos/Informações Gerais: A corujinha-do-mato é estritamente noturna e fica quase sempre empoleirada em árvores. É uma das corujas mais comuns em cidades, parques urbanos e fazendas. Seu canto lembra o de um sapo-cururu. Buscam abrigo diurno em buracos em árvores, como aqueles feitos por pica-paus (Antas, 2005). Fica escondida durante o dia em ocos de árvores ou de cupinzeiros. Sai no escurecer, podendo ser mais ouvida do que observada. Seu chamado mais característico é um piar acelerado, ascendente, emitido com grande freqüência no escurecer. Imitado, costuma aproximar-se da fonte ou responde com mais intensidade. Semelhante às outras corujas, as penas das asas possuem adaptação especial. Voa sem criar grandes turbulências, formadoras dos ruídos característicos do rufar de asas. Com isso, aproxima-se da presa em silêncio, tendo-a localizado antes pela visão ou através da audição apurada (Antas, 2005; Sick, 1997).


Família de Corujas-do-mato. Sítio no Bom Retiro - Bragança Paulista/SP. Foto: Douglas Carvalho

Filhotes da espécie junto a um adulto ao centro. Barueri / SP, Jan 2010. Foto: Rafael Milani


Indivíduo Jovem. Anápolis/GO, Maio de 2010.
Foto
Balthasar Meili

Fêmea no ninho. Boa Nova/BA, Dezembro de 2010. Foto: Josafá Almeida


:: Página editada por: Willian Menq em 2011. ::



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• Referências:

Antas, P. T. Z. (2005) Aves do Pantanal. RPPN: Sesc.

Sick, H. (1997) Ornitologia Brasileira. Nova Fronteira, RJ.