Gavião Caramujeiro


Gavião caramujeiro Rostrhamus sociabilis com seu principal alimento: o caramujo.
Foto: James Faraco Amorim

Nome Científico: Rostrhamus sociabilis (Vieillot, 1817)
Nome em inglês:
Snail kite
Ordem:
Falconiformes
Família:
Accipitridae
Outros Nomes:
Gavião-de-aruá
Habitat:
Pantanais, brejos, grandes rios.
Distribuição:
América do Norte, Central e do Sul
Alimentação:
Caramujos e Caranguejo-de-água-doce
Ultima Atualização desta Página:
16/10/2009

• DESCRIÇÃO:
O Gavião caramujeiro tem este nome devido aos seus hábitos alimentares que consiste quase exclusivamente em caramujos. A característica mais marcante nessa espécie é o longo, fino e recurvado bico, especializado em arrancar o músculo dos grandes caramujos aquáticos, fixador do animal no fundo da concha. Em relação a plumagem o macho é todo negro, com uma grande mancha branca na base da cauda negra e uma estreita ponta branca na mesma. Seus pés e pele nua ao redor dos olhos, bem como esses últimos, são vermelhos (intensidade esmaecida fora do período reprodutivo). A fêmea é escura, com barras e pontos mais claros misturados na plumagem, em especial no ventre. A mancha branca da base da cauda é idêntica à do macho. O juvenil é semelhante à fêmea. Um macho juvenil leva 4 anos para adquirir a plumagem adulta. Tem em média 41 cm de Comprimento. Conhecido também como gavião-de-aruá.

• ALIMENTAÇÃO:
Este gavião é considerado um predador especializado que se alimenta quase que exclusivamente de caramujos do gênero Pomacea (Ampulariidae). Além do caramujo, alimenta-se do caranguejo de água doce do Pantanal, o mesmo usado para isca na pesca de linha. Quando há redução natural da oferta de caramujos, os caranguejos são mais caçados. Alimenta-se principalmente do molusco chamado Aruá. Quanto as técnicas de caça, de acordo com Beissinger (1983) são descritas duas estratégias: o “still-hunting’’, onde o gavião fica empoleirado e avista o caramujo, capturando-o através de um vôo curto, e o “course-hunting’’, onde o animal sobrevoa a lagoa em vôo tipo peneira em busca da presa e a captura.

• REPRODUÇÃO:
Seu gregarismo continua mesmo na reprodução, formando colônias nos juncais sobre a água. Os ninhos ficam a pouca altura da água e a centímetros uns dos outros. Geralmente são plataformas frágeis localizadas entre 1 e 4 m de altura, em arbustos ou árvores sobre a água. Põe 2 ou 3 ovos brancos com manchas marrons.

• DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA:
O gavião-caramujeiro (Rostrhamus sociabilis), tem ampla distribuição no continente americano desde a Flórida nos EUA, ao Uruguai. No Brasil está presente em todas as regiões onde hajam pantanais e alagados, nos quais é localmente comum, além de grandes rios onde ofereça sua principal alimentação: caramujos ( Sick, 1997). Ele é muito comum na região do pantanal.

• HABITOS/INFORMAÇÕES GERAIS:
É um gavião muito sociável, congregando-se em pousos noturnos, onde até centenas chegam a passar a noite (origem do nome específico - sociabilis). No clarear do dia, dirigem-se em grupos para seus poleiros de caçada, ali mantendo-se afastado dos outros (Antas, 2005).

No final do dia, voltam para o pouso de dormida em grupos pequenos, chegando no escurecer. Nessas horas, é possível ver a silhueta característica, com a cauda levemente bifurcada. Esse deslocamento é lento, com batidas pausadas e contínuas das asas. Ao longo das estradas no interior da planície, é comum vê-los pousados nos moirões de cerca e árvores próximas às margens. Ao ser assustado, levanta vôo e emite seu grito característico, como uma risada baixa e contínua. Quando chega ao pouso, pela manhã, dá o mesmo grito. Em minha visita ao Parque Nacional do Iguaçu - PR foi possível visualizar dezenas de gaviões-caramujeiros voando sobre as imponentes cataratas em busca de alimento, valeu a pena ter levado o binóculo no dia.


Gavião caramujeiro Rostrhamus sociabilis. Local: Itaipu, PR.
Foto: Fernando Alves Ferreira, Biólogo.

+ Vocalizações (Xeno-canto)

Contato

• REFERÊNCIAS:
Antas, P. T. Z. Aves do Pantanal. RPPN: Sesc. 2005.

Brasil 500 Passaros: < http://www.eln.gov.br/Pass500/BIRDS/INDEX.HTM > Acesso em Agosto de 2008.

Beissinger, S. R, Hunting behavior, prey selection, and energetics of snail kites in Guyana. Auk, v. 100, p. 84 - 92, January, 1983.

Sick, H. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 862p. 1997.

 

 

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AUTOR:

Willian MenQ, Maringá-PR, Sou Biólogo Estudante desenvolvo projetos de pesquisa na região noroeste do Paraná atuando nos seguintes grupos: Falconiformes e Strigiformes. Sou grande admiror da natureza, procuro entendê-la e respeitá-la..

 
 
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